domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pratos Toscanos e Crianças Malcriadas

Nada me dá mais prazer do que comprar novidades para a minha cozinha. Esta semana comprei  um lindo jogo de louças toscanas, bem rústico, como o prato da figura acima. Quando li com mais atenção os dizeres na caixa, descobri que era resistente ao microondas e máquina de lavar louça, e mais ainda: era fabricado na China! Fiquei admirada com as voltas tortuosas que este nosso planeta dá. A China, berço da civilização que criou as mais lindas e refinadas porcelanas, fabrica imitações de rústicas faianças Toscanas, e exporta-as para o Brasil. Coisas do mundo globalizado, que me deixam perplexa e intrigada.
Não teria pensado mais no assunto se não tivesse, no dia seguinte, visto a notícia de que um rapaz havia sido barbaramente espancado por tentar defender um mendigo que estava prestes a ser massacrado por um grupo de rapazes, e assistido a uma cena na fila de um restaurante do tipo self-service: um rapazinho de uns seis ou sete anos dava ordens à sua mãe (ou tia ou irmã mais velha) sobre o que ela poderia ou não servir no seu prato. Eram ordens secas, como "arroz!", "carne!", "batata não!". A dedicada mulher obedecia passivamente às ordens do pequeno tirano, sem em nenhum momento contrariar as suas vontades, e muito menos incentivar o uso das antiquadas expressões "por favor" e "obrigado". Fiquei pensando se não foi esse o tipo de educação que os espancadores de mendigos receberam.
Sentindo-me vagamente inadequada para viver neste planeta tão estranho, vi uma garotinha na rua ostentando uma camiseta com os dizeres "I'm too pretty to do math", algo como "sou bonitinha demais para estudar matemática". Fiquei pensando na intenção de quem comprou essa camiseta para essa garotinha. Sabotar a sua educação? A garotinha era graciosa, como todas da sua idade, mas será que alguém acha que ela não precisa estudar? Quem sabe ela um dia será juíza, e irá julgar espancadores de mendigos? Ou engenheira, e terá que aprovar reformas em prédios antigos? Ou empresária, e terá que competir com os produtos chineses? Para tudo isso ela terá que estudar muita matemática, entre outras matérias.
Desejo boa sorte a todas essas crianças, e espero que um dia perdoem a nossa geração pela baixa qualidade da educação que estão recebendo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Rocambole de Laranja

Foto: Blackberry (por isso está assim, um pouco fora de foco)

Quando estou à toa não costumo ter idéias brilhantes nem criar obras-primas, mas este rocambole que encontrei num livrinho de receitas do açúcar União foi uma grande descoberta:

Ingredientes:
8 ovos
1 xícara (chá) de suco de laranja
1 colher (sopa) de raspas de laranja
3 xícaras (chá) de açúcar (500g)
2 colheres (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina derretida
açúcar granulado

Preparação:
Junte os ovos, o suco e as raspas de laranja e passe pela peneira duas vezes. Acrescente o açúcar, a farinha e a manteiga. Coloque em uma assadeira untada e forrada com papel manteiga também untado. Asse em forno preaquecido por cerca de 30 minutos.
Desenforme sobre um pano úmido polvilhado com o açúcar granulado e  enrole formando um rocambole. Mantenha enrolado até esfriar. Passe para o prato de servir, polvilhe com mais um pouco de açúcar granulado e sirva gelado.

Eu usei uma forma de cerca de 22 por 34 centímetros, e enrolei no sentido do lado maior da forma, ou seja, o rocambole ficou com 22 centímetros de comprimento.

Fonte: Livro de receitas "Doces Segredos e Carinhos", do açúcar União

Ficou igualzinho ao servido no Zazariba, Da Silva e outros restaurantes chiques do centro do Rio


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vai bugiar!

Farol do Bugio - foto por catpochi no Panoramio

Quando éramos pequenos e arreliávamos demasiado a nossa mãe, às vezes ela mandáva-nos "bugiar". Li em algum lugar (Dr. Google, I presume) que bugio é um tipo de macaco e que essa expressão é mais ou menos equivalente a mandar alguém pentear macacos, e que já era usada por Gil Vicente no século XVI: "Vai, vai, Joana, bugiar, não andes com o alpavardo". Ignorante como eu era (e ainda sou), imaginava que o que e minha mãe queria era mandar-nos fazer alguma tarefa no para mim longínquo farol do Bugio, que avistávamos de vez em quando na foz do rio Tejo. Como o farol era para mim tão distante e inatingível, essa tarefa iria demorar muito, e talvez nos perdêssemos pelo caminho, deixando assim de amofinar a paciência da nossa mãe por um bom tempo.
Esse aparentemente pequeno farol fica no único banco de areia que fica sempre acima da linha das marés na foz do Tejo, dentro de uma fortaleza de contorno circular, parecendo uma vela no seu castiçal, daí o nome Bugio (de bougie, vela em francês). Inicialmente foi construído sobre fundações de madeira sustentadas por pedras, e foi destruído e reconstruído várias vezes ao longo do tempo, uma delas por ocasião do grande terremoto de 1755. Foi usado durante séculos para defesa de Lisboa, e hoje em dia ainda tem a função de auxílio à navegação.
Por que resolvi escrever isto? Porque de repente lembrei-me desse farol e dessa expressão, tão íntimos para mim. Não sei se foi ao avistar o farol quando fui a Lisboa, ou se foi apenas na minha imaginação, mas foi uma impressão forte e agradável, como uma das recordações de Agatha Christie, que me veio de repente e não saiu mais da minha cabeça, e por isso resolvi depositá-la aqui.

domingo, 28 de agosto de 2011

Rabada com Agrião


Conforme prometi nos primórdios deste blog, segue aqui a receita da rabada com agrião, um suculento prato que, ao que me consta, faz parte da mais legítima tradição brasileira.
Ingredientes:
6 pedaços de rabo de boi,
1 cebola grande picada,
2 dentes de alho picado,
2-3 tomates sem pele nem sementes,
3 batatas,
1 molho de agrião (eu costumo tirar os talos maiores)

Preparação:
Retire o máximo que puder da gordura da carne. Na panela de pressão, frite a carne com um pouquinho de óleo, junte a cebola e o alho, sal, deixe refogar, junte o tomate, um golpe de vinagre e água suficiente para fazer o caldo sem cobrir totalmente a carne. Feche a panela de pressão e deixe cozinhar por cerca de quarenta minutos. Abra a panela de pressão e verifique se a carne está cozida. Se estiver, junte as batatas e deixe cozinhar. Quando as batatas estiverem prontas, junte o agrião e deixe cozinhar por mais alguns minutos. Tempere com pimenta do reino moída na hora e sirva com arroz branco e/ou polenta.

Dica:
Antes de juntar as batatas, retire com uma colher o excesso de gordura que fica na superfície do caldo (por mais que você se esforce, sempre fica muita gordura agarrada na carne)

domingo, 15 de maio de 2011

Mais uma Corrida e Caminhada pela Saúde


Este ano a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama no Rio de Janeiro vai ser no domingo, 22 de maio, no Aterro do Flamengo. Mesmo quem não se inscreveu deve ir até lá para aproveitar a festa, divertir-se e informar-se.

Repito aqui as "dicas" que publiquei no ano passado, e que servem para qualquer corrida de rua:

  • Não se esqueça de levar boné, óculos de sol e de passar protetor solar antes de sair de casa! O protetor solar é importante para a sua saúde e para evitar as marcas ridículas da bermuda e da camiseta!
  • Tome um café da manhã leve, mas não vá em jejum. Comer alguma coisa é importante para ativar o metabolismo e aproveitar melhor os benefícios da caminhada ou corrida.
  • Ao longo do percurso há alguns pontos de hidratação. Pegue sempre um copinho e beba pelo menos um gole de água. Se estiver muito calor, jogue o restante da água na sua cabeça, pescoço e pulsos, para se refrescar.